quinta-feira, 8 de julho de 2010

Projetos trás melhorias para mudar a situação de crianças abrigadas


O Centro de Reintegração Familiar e Incentivo a Adoção - CRIA é uma entidade jurídica sem fins lucrativos que tem o objetivo de intervir na problemática de crianças e adolescentes que hoje vivem em abrigos no Estado do Piauí. O objetivo principal é que a sociedade reveja a adoção como algo importante para mudar a situação dessas crianças e adolescentes sem um lar estável.

O CRIA trabalha atualmente com dois projetos. O projeto família solidária, onde as famílias que não querem adotar uma criança definitivamente podem adotar por um tempo indeterminado. “Hoje nos trabalhamos com três famílias que estão cuidando de três crianças. Esse projeto ajuda a amenizar a situação dessas crianças que estão nos abrigos. É uma oportunidade que elas tem de conviver com uma família.” afirma Francimelia Nogueira presidente da ONG.

Essas crianças quando passam a se relacionar com uma família bem estruturada mudam de comportamento. “A gente percebe que elas melhoram até no aspecto físico: ganha peso, o cabelo cresce ou para de cair, melhoram na escola. Isso só demonstra o quanto é importante a convivência familiar para que ela possam se desenvolver melhor.” diz a psicóloga da ONG Elenice Macedo.


O segundo projeto chama-se Adoções Necessárias que tem o intuito de buscar de forma ativa famílias para crianças que não estão no grupo preferencial de adoções como: crianças com deficiência, afro-descendentes e grupos de irmãos e crianças com mais de dois anos.

“Estamos trabalhando intensivamente para achar uma família para três irmãos que foram deixados no Lar da Criança no dia 11 de janeiro de 2006. É muito tempo, quase 4 anos e seis meses.” , conta Francimelia . Os irmão, M.A.N.F. de 10 anos, M.A.N. de 6 anos,F.A.N. de 7anos foram retirados da família de origem por denuncias de negligencia no lar.Elas já foram até adotados por uma família, mas retirados da mesma por maus tratos psicológicos.
“Eu percebo que mesmo após a saída deles da família adotiva ainda permanece um sentimento de esperança. Uma das crianças falou assim para mim: tia eu tô bem na escola, a professora não brigou mais comigo eu vou arrumar logo uma família né tia” revela a psicóloga.


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